05 de Julho de 2018 – 1 Ano da Firma e quero te dar um presente

Toda vez que me perguntam sobre como começou a empresa Um Pontinho – Bordados feitos a mão, gosto de falar que iniciou depois que tive o João, meu filho. Em outubro de 2018 ele fará 7 anos, e a maternidade me fez rever muitos dos meus conceitos. Quando grávidas, percebemos o quanto nossos instintos se aguçam e de forma visceral nos dominam. Os cheiros e gostos ficam mais intensos, a inteligência nada artificial nos faz mais atentas a qualquer ameaça a sobrevivência. Isso é natural, é natureza, é humano, é surpreendente {apesar de ser a coisa mais comum do mundo}. A maternidade me fez enxergar o fragilidade da vida e a necessidade de deixar uma marca no mundo nesse breve tempo que estarei por aqui. Já era tempo de fazer algo diferente. Ok… Isso era certo… Mas o quê exatamente?

Nessa inquietude crescente comecei a ler e consumir mais conteúdo na internet. A medida que encontrava textos e vídeos que faziam sentido ao meu momento, apareciam outros tantos que confirmavam que eu estava no rumo certo. Comecei a salvar imagens no Pinterest que me agradavam de alguma forma, passei a seguir perfis diferentes no Facebook, me inscrevi no canal de outros tantos no Youtube, sem falar de seminários, palestras e cursos que sempre estiveram em minha agenda. E assim, como um quebra-cabeças, as peças foram se encaixando e eu descobrindo minhas paixões e propósitos. Mas sem dúvida, conhecer o conceito de Economia Criativa foi o que me fez perceber que as respostas que eu estava procurando estavam dentro de mim e que unir negócios a manualidades poderia dar certo. E foi através do trabalho da Rafa Cappai que descobri um novo universo de possibilidades e comecei a devorar tudo o que tinha a ver com esse novo {pero no mucho} olhar sobre a economia. Ok… Isso era certo… Mas o quê exatamente eu ia fazer?

Entre salvar imagens, compartilhar na redes sociais e ler, ler, ler muito sobre tudo isso, comecei a redescobrir um amor antigo, que vinha da infância: o amor pelo bordado. Em seguida comecei a fuçar nas minhas coisas e fotografar o que eu havia bordado. E olha, que eram coisa bem bacanas. A medida que compartilhava fotos, recebia comentários e elogios que reforçavam uma ideiazinha que começava a brotar na minha cabeça e no meu coração. E assim, aos poucos, eu {re}descobri como trazer esse amor ao protagonismo da minha vida. Bordado, seu lindo, veio para ficar.

Mas veja bem, falei que essas coisas começaram a acontecer quando meu filho nasceu… E ele já vai fazer 7 anos. Como é que a firma está fazendo 1 ano hoje então?

Pois é… Gosto de falar que Empreendedorismo e Maternidade não são só glamour.

Da necessidade de fazer algo a formalização de uma empresa, se passaram quase 6 anos. Os 3 primeiros anos de um bebê são maternais. Eu me dediquei muito ao João, o amamentei até 2 anos e 11 meses. Apesar de sentir essa vontade louca de ser produtiva e revolucionar o mundo, minha prioridade era total a de atender meu filho. Quando ele finalmente foi para a escola, que consegui sacudir a poeira e comecei a organizar as ideias.

Empreender é construção. Não só da empresa, mas uma construção da gente também. Exige coragem e mudanças. E mudar dói. Eu trabalhava com o Dario há mais de 10 anos e enxergava {e ainda enxergo} o enorme valor do trabalho dele. Queria, mas também não queria, deixar de fazer o que fazia. Queria voar, sem tirar os pés do chão. Tinha muitas certezas, mas muitas dúvidas também. Mas a medida que o tempo passava, meu projeto com o bordado ia tomando corpo, ia tomando o meu tempo, mais do que isso, ia enchendo o meu coração.

Voltando um pouco na história, logo na sequência que descobri os conceitos da Economia Criativa, fiquei sabendo que a Microempa estava promovendo o I Fórum da Economia Criativa em Caxias do Sul. Todo o conteúdo que eu até então tinha consumido era de fora do país ou de São Paulo, e a Microempa já estava promovendo um Fórum? OMG… Que gente acelerada. Me inscrevi correndo, arrastei o Dario e convidei a Renata. Gentem… Nunca mais saímos da Microempa.

Pensando fora da caixa. #umpontinho #economiacriativa #curtacxs #vamoquevamo

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Desde então passamos a frequentar assiduamente a entidade empresarial. Ali encontramos terreno fértil para boas ideias e parcerias. Gente a fim de dar certo, a fim de construir. Gente que constrói, que se compromete. E isso foi determinante para que hoje eu comemore 1 ano de abertura do CNPJ de minha empresa. Foi através do Grupo Setorial Teia – Rede de Trabalho Artesanal e convivendo com uma rede séria de empresários, que consegui alinhar meu propósito com o que eu tenho que fazer. Consegui me fortalecer e fortalecer outras tantas pessoas para que não desistam de seus sonhos.

Tenho certeza de que já cresci muito nessa caminhada, da mesma forma que enxergo que tenho muuuuuuito ainda a fazer.

Mas o fato é de que me encho de gratidão e desejo compartilhar com aqueles que me encorajam a continuar, as coisas boas que o bordado pode nos proporcionar. Desde auto-conhecimento até uma nova fonte renda, as possibilidades são infinitas e os recursos são infindáveis.

Assim, para comemorar esse primeiro ano {oficial} da “firma”, vou começar a disponibilizar riscos de bordado para download, para que assim, mais gente borde e seja feliz.

O primeiro risco será o do primeiro bordado meu que postei no instagram:

Vestindo paz. Quem não precisa? #paz #umpontinho #handmade

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É um risco simples, mas acredito que tudo é construção. Minha ideia é enviar 1 novo risco a cada 15 dias… Iniciando pelos riscos dos primeiros bordados que postei em minhas redes sociais.

Para fazer o download do risco, se cadastre em nossa lista nesse link .

Obrigada por me acompanhar e vamos bordar!!! Tenho certeza de que comemoraremos muitos outros anos de vida e de vendas. <3

Vai pro Rodeio de Vacaria? Tenho um recado pra ti.

Então tu vais pra Vacaria, hein? É a primeira vez? Então te prepara, por que teu conceito de rodeio certamente será atualizado. Você vai ficar mais exigente e já não achará muita graça nos rodeios menores que participar. {Sinto muito, mas é verdade}.

Ah… Não é a primeira vez! Então eu sei, que bem aí no fundo do teu coração, guarda uma lembrancinha {ou muitas lembranças} de cada ano que já participou. Foram beijos ou abraços, encontros ou desencontros, choro ou muitas risadas, uma canção ou uma dança, um show ou um cachorro-quente, momentos compartilhados com gente que alguma coisa tem em comum contigo. É prenda? Tenho certeza de que lembra de todos os vestidos que já usou em Vacaria!!!

Vai dançar? Então prepare teu coração. Por que aquele palco mágico simboliza para quem dança muito mais do que um troféu. São horas da sua vida, são sacrifícios pessoais, que você entrega em 20 minutos de alta energia. E quando a gaita chora e você sente essa vibração, nada mais importa além de viver aquele momento.

Não tem como explicar, só sentindo para saber. Não crie expectativas {embora isso seja bem difícil}.

 

Mas antes de te dar o meu recado, quero te contar uma história.

Na década de 70, um jovem casal saiu do interior de Vacaria, com seus 10 filhos, rumo a Caxias do Sul. A decisão se baseou em boas conversas com familiares que já na cidade grande, enxergavam melhores oportunidades para seus filhos.E assim, para essa família, na década de 70, Vacaria não simbolizava mais oportunidades.

Na mesma época, um grupo de pessoas acreditava em um projeto que havia sido criado nos anos 50. Na mesma Vacaria da família que abandonara o campo rumo a outra cidade, o rodeio que nasceu intermunicipal passou a ser internacional. E assim, para esse grupo de pessoas, na década de 70, Vacaria simbolizava muitas oportunidades.

Sim, Caxias do Sul trouxe muitos desafios e prosperidade para essa família. Os filhos cresceram, os netos vieram, e o trabalho nunca faltou para que tivessem uma vida digna.

Sim, o evento intermunicipal se fortaleceu como internacional, e hoje, em 2018, atrai para Vacaria milhares de pessoas que amam as tradições gaúchas, vindas dos mais diferentes destinos do mundo. Essa Vacaria, oportuniza e fomenta emoções, sentimentos, negócios, cultura, valor, dinheiro, chances, paixões, prêmios, beijos, abraços, encontros, desencontros, choro, muitas risadas, canções,  danças, shows, cachorros-quente e muito mais. Mais do que isso, movimenta gente, que larga tudo para curtir essa Vacaria.

Meu recado para ti, então é: viva intensamente o Rodeio de Vacaria. Sinta sua energia. Compartilhe sua vida com pessoas, que assim como você, esperam 2 anos para curtir cada minutinho dessas 2 semanas, e perceba como privilegiados somos. Nossas tradições são capazes de movimentar corações dos quatro cantos do mundo para se juntarem em uma pequena cidade do interior de nosso Rio Grande. E pense um pouquinho? Qual Vacaria você enxerga? A Vacaria que deve ser celebrada ou aquela que deve ser abandonada? (E leve umas botas, por que sempre tem pelo menos um dia que chove no Rodeio de Vacaria. <3)

 

  • Dedico esse post a João Inácio Antunes Padilha, vô querido, a quem devo a honra de ser gaúcha, e que deixou seu amado Refugiado em busca de oportunidades em Caxias do Sul, na década de 70. Deixa seu legado além de sua existência e seu amor por Vacaria perpetua em nós em celebração em cada nova edição do Rodeio Internacional de Vacaria.

 

Se preferir, escute o post  Vai pro Rodeio de Vacaria? Tenho um recado pra ti..

Dia de Reis e a tradição continua

Amanhã, dia 06 de janeiro, comemora-se o Dia de Reis.

No alvoroço do fim de ano, entre compras de presentes, comilanças de ceias, selfies na praia e bebelanças exageradas, os verdadeiros motivos pelos quais se comemora o Natal acabam muitas vezes se perdendo. Imagine só, uma tradição tão singela como os Ternos de Reis.

Em um tempo antigo, onde a simplicidade do meio rural era a regra e não a exceção, o dia 06 de janeiro findava o Ciclo Natalino. Entre cantigas poéticas e música característica, criava-se a expectativa desejada da visita de uns “cantadô”, que traziam a simbologia da bênção para o início de um ano novo.

Segundo obra de Paixão Côrtes, sobre a qual falei no post Dia de Reis, é dia de presentear, o dia de troca de presentes nas comemorações natalinas nos primórdios da vida social no Rio Grande do Sul, era no Dia de Reis {o que faz mais sentido – na minha opinião – uma vez que remete a simbologia de quem levou ao Menino Jesus mirra, ouro e incenso}.

Trazendo novamente essas referências, nunca esquecendo minhas origens rurais {das quais me orgulho muito <3}, achei uma maneira de, assim como no ano passado, passar a diante essa tradição {mesmo que de forma virtual}. Desejo retribuir com um presente as pessoas que acompanham meu trabalho com os pontinhos. E vou fazer isso através de um SORTEIO… Ueba!!!

Quer ganhar esse camafeu da foto? Participa do sorteio!!!

Para participar do sorteio, você deve:

  1. Curtir a página Um Pontinho no Facebook: clique aqui.
  2. Compartilhar em modo público a foto oficial do sorteio no Facebook: clique aqui.
  3. Enviar mensagem para o WhatsApp (54) 991178240 com seu nome completo e cidade com a mensagem EU QUERO O CAMAFEU CATE (ou para o email cate@umpontinho.com.br com seu nome completo / cidade / telefone de contato)
  4. Cruzar os dedos e torcer

ATENÇÃO: CADA PARTICIPANTE, APÓS FAZER AS ETAPAS ACIMA, RECEBERÁ UM NÚMERO PARA A PARTICIPAÇÃO NO SORTEIO.

CHANCE EM DOBRO PARA JÁ CLIENTES UM PONTINHO {SEGUIDAS AS REGRAS, RECEBE 2 NÚMEROS <3 }. 

O sorteio será realizado no dia 24/01/2018, na Oficina  de Bordado na Microempa e divulgado na Página do Facebook. Serão válidas participações até as 12h do dia 24/01.

E mais uma vez me despeço com gratidão pelo ano de 2017, que se findou com tantos desafios e oportunidades. Gratidão a cada um que acompanha meu trabalho e me encoraja para sempre continuar. Que todos tenhamos um 2018 cheio de boas energias, com as bênçãos do criador. Que possamos conquistar o mundo, sem nunca esquecermos de onde viemos.

“Eu festejo o Ano Novo

Com muita simplicidade

Deus do céu lhe dê saúde

E muita felicidade”

Se preferir, ouça esse post aqui.

Por que você comemora o Natal?

Por que você comemora o Natal? Uma pergunta simples, que até parece tola, mas pergunto isso a você para que não esqueça de que o Natal comemora a simplicidade, o amor e a esperança.

Não se deixe levar pela ilusão do consumo.

Acredite: o maior presente que você pode dar a quem você mais ama é estar presente.

Desejo que esteja com as pessoas que fazem sua vida valer a pena e que possa abraça-las com a certeza de que este momento significa muito para vocês.

Feliz Natal e muitos pontinhos pra gente.

Feliz Natal!!! ❤❤❤

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Se preferir, ouça esse post aqui.

Tradição e bordado

Eu bordo desde pequena. Minha mãe foi quem me ensinou. Não me lembro exatamente quando, nem como foi que aprendi, porque além de bordar, minha mãe me ensinou várias outras técnicas manuais. Mas foi o bordado que me desafiou, me fez querer saber mais, foi com ele que me identifiquei. E foi assim, meio sem querer querendo, que aprendi com minha mãe o que ela possivelmente aprendeu com a mãe dela, que por sua vez, minha avó materna também pode ter aprendido com alguém de sua convivência familiar. Isso é tradição: cultuar coisas boas do passado, sem regras institucionais, com adequações a cada ser, com adaptações dos tempos, passando de geração a geração.

Dos bordadinhos da infância, quando fazia meio que por brincadeira mesmo, até os tempos atuais, onde bordar se tornou um ofício para mim, tive a partir da infância uma vivência que reforçou ainda mais minha vontade de querer desenvolver essa habilidade: ingressar no meio tradicionalista do Rio Grande do Sul.

Nos anos 80, a convite de amigos, meu pai me inscreveu para começar a aprender as danças tradicionais do Rio Grande do Sul. Ensaiávamos em uma garagem {pequenina hoje, mas que na época parecia enorme}. Eu, sem saber exatamente o que aquilo significava {ou significaria} para mim, curtia mesmo eram as coreografias, os amigos, as  brincadeiras com tantas crianças diferentes. Em seguida, começaram as viagens a rodeios, aí todas as crianças queriam comprar o mesmo brinquedo, a gente gostava de ir nos parquinhos {com aqueles brinquedos enferrujados, mas tão “legais”} que todo rodeio tinha. Na hora de se arrumar para a apresentação, estávamos prontos, cumpríamos nosso dever, mas depois a gente queria era “zuar”. E assim, com o tempo, fui aprendendo que o mundo das tradições gaúchas era muito divertido, cheio de alegria e amizade, mas ao mesmo tempo fui compreendendo que cada coisa tinha um significado, um porquê, uma explicação.

Ainda pequena comecei a estudar para concursos de primeira prenda. Mais decorando informações  e conceitos do que propriamente compreendendo, percebi que aquilo me ajudava a ir bem na escola. Os assuntos que estudávamos nos encontros de prendas, eram as matérias que aprendia nas aulas da 4ª série {5º ano do ensino fundamental hoje – não sei se as matérias estudadas ainda são as mesmas}. Muitas vezes quando a professora explicava, eu já sabia todo o conteúdo por ter lido e relido sobre geografia, história e folclore do Rio Grande do Sul junto com outras prendas nos encontros preparatórios. A autoestima ficava lá em cima. Além de uma prova escrita,  para esse tipo de competição, era importante demonstrar habilidades artísticas {saber cantar, dançar, declamar tocar um instrumento – eu sempre dançava}, habilidades comportamentais {desenvoltura para falar em público, conversar com as pessoas, pensamentos coerentes – nos fazia treinar na frente do espelho} e também saber fazer alguma demonstração de “dotes domésticos” – não era esse o nome, mas na verdade compreendia algo assim do “universo feminino” #sqn {artesanato, culinária e mais alguma outra coisa que não lembro exatamente. Foi nesse momento que consegui reforçar ainda mais o quanto bordar me fazia bem e também impressionava as pessoas. Não somente pelo fato de uma criança fazer um trabalho “tão antigo”, mas também por começar a compreender que quanto mais eu fazia, melhor ia ficando.

 

  • Um de meus primeiros bordados – ainda na infância {a influência da cultura gaúcha, sempre me fez gostar de ilustrações, fotos e imagens de bonecas, mulheres, meninas com vestidos rodados}:

 

 

Com o passar do tempo, ainda no meio gauchesco, consegui encontrar sentido e significado em outras diversas vivências, mas certamente as da infância me marcaram de forma tão positiva que me fazem ter a certeza de que se hoje faço do bordado um trabalho tão cheio de amor, de dedicação e de propósito, sendo uma de minhas fontes de renda, foi com o reforço e estímulo que encontrei dentro de um CTG {Centro de Tradições Gaúchas}.

 

  • Um de meus mais recentes bordados – faixa com monograma, do trajar tradicional masculino :

 

Perceba que de tantas coisas que relato a respeito desse pequeno pedaço de  minha experiência no meio tradicionalista gaúcho, e que marcaram de forma tão verdadeira e significativa minha vida, não destaco concursos que ganhei, competições e rodeios em que fomos os melhores, porque para mim o que de fato ficou, de forma prática, foram as habilidades que desenvolvi e que facilitam minha “vida real” {vida real = vida fora do meio tradicionalista}, as amizades que perduram por tanto tempo, os valores que me fazem lembrar diariamente que a simplicidade do homem do campo tem muito mais força do que as aparências complexas que no mundo moderno tendemos a querer criar.

Talvez se voltássemos nosso olhar ao potencial que o meio tradicionalista do Rio Grande do Sul tem para capacitar pessoas, contribuindo economicamente, educacionalmente e socialmente não só ao nosso estado, mas ao mundo, teríamos uma compreensão mais adequada de nossa cultura além das fronteiras de Centro de Tradições.

Encerro esse breve texto com a citação de Barbosa Lessa, que já nos anos 50 atentava pelo propósito do tradicionalismo em sua tese O Sentido e o Valor do Tradicionalismo {o negrito é por minha conta}:

“O Tradicionalismo consiste numa EXPERIÊNCIA do povo rio-grandense, no sentido de auxiliar as forças que pugnam pelo melhor funcionamento da engrenagem da sociedade. Como toda experiência social, não proporciona efeitos imediatamente perceptíveis. O transcurso do tempo é que virá dizer do acerto ou não desta campanha cultural. De qualquer forma, as gerações do futuro é que poderão indicar, com intensidade, os efeitos desta nossa – por enquanto – pálida experiência. E ao dizermos isso, estamos acentuando o erro daqueles que acreditam ser o Tradicionalismo uma tentativa estéril de “retorno ao passado”. A realidade é justamente o oposto: o Tradicionalismo constrói para o futuro.

Dia de Reis, é dia de presentear

“Até então, a família gaúcha pastoril, louvava o nascimento de Jesus Menino, com orações, no presépio: cantava Ternos de Reis, saboreava uma especial ceia e assim festejava o Natal na intimidade dos próprios membros da sua Santa-família, com muita alegria, amor e paz, seguindo a tradição de origem açorita, e sem a escravidão obrigatória do presentear. E quanto da satisfação de presentes, correspondia a 6 de janeiro. momento histórico das oferendas dos Reis Magos, e não no dia de Natal, como na comemoração atual.”

Esse é um trecho da publicação Tirando Reses no Natal Pampeano, de J. C. Paixão Côrtes. Livreto esse que tive a honra de contribuir para a edição no ano de 2000, no qual Seu Paixão fala um pouco sobre a tradição pastoril do Rio Grande do Sul na época natalina.

Tirando Reses no Natal Pampeano #umpontinho #diadereis #sorteio

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Desde então {confesso}, tenho certa resistência a figura do Papai Noel. Gosto mesmo do sentido do Natal, da possibilidade de reflexão, da reunião familiar, da junção de gente querida.

Encerrando os festejos de nascimento de Jesus, comemoramos em 06 de janeiro, Dia de Reis.

Na vida rural em nosso passado {não exclusividade do Rio Grande do Sul} grupos de pessoas festejavam com música, visitação, comida boa e presentes. Mais do que o dia de desmontar a árvore, Dia de Reis também é dia de reflexão, é dia de festa, de visitar amigos, de presentear.

Comemorando essa data tão cheia de sentido, lembrando que é dia de presentear, vou sortear um pingente com pontinhos.

 

Para participar do sorteio, você deve:

  1. Curtir a página Um Pontinho no Facebook: clique aqui
  2. Compartilhar em modo público esse post no Facebook
  3. Cruzar os dedos e torcer

O sorteio será realizado na próxima sexta-feira, dia 13/01/2017 e divulgado na Página do Facebook. Serão válidos os compartilhamentos até as 12h do dia 13/01.

Me sentindo abençoada, rodeada de gratidão, me despeço, nesse post com versos e oração:

Tinha Deus determinado / A humanidade remir / Libertando-a do pecado / E lhe dando outro porvir

Reclinado no presépio / Cheio de glória e de luz / Fruto da Virgem Maria/ Está o menino Jesus

Agora mesmo cheguemos / A beira de seu terreiro / Viemos para cantar / No dia seis de janeiro