[PODCAST] #007 – BORDA, PENSA E SONHA – MULHERES E O DINHEIRO

Sétimo episódio da primeira temporada do Borda, pensa e sonha, o podcast para quem trabalha com as mãos, sem deixar de lado a mente e coração. A partir de relatos de uma pesquisa com bordadeiras da Serra Gaúcha, uma reflexão sobre como nós mulheres nos relacionamos com o dinheiro e as maneiras que encontramos para gerar nossa própria renda, desde os primórdios do Rio Grande do Sul.

Indicação de Livro:

Bordando Sonhos - Neusa Mª Roveda Stimamiglio e Fernando Roveda: https://www.neusaroveda.com

Indicação de conteúdo:

6ª Semana Enef: http://www.semanaenef.gov.br

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Acesse http://bit.ly/2WA6iIf

Estou aqui pra te ajudar. {um post para elas}

A gente tem que acreditar… E eu acredito nas coisas boas que você tem aí, dentro do teu coração. Nesse #8demarço eu quero que você saiba, que eu estou aqui pra te ajudar a tirar teus sonhos do papel, ou quem sabe, te ajudar a organizar tuas inquietudes, por que eu sei que nem sempre essa jornada é fácil… As vezes a gente sabe que quer que seja diferente, mas não sabe exatamente o que… E é conversando, trocando ideias e experiências que a gente percebe o que faz e o que não faz sentido na nossa vida. Foi assim comigo, pode ser contigo também. Nossa sensibilidade, nossas experiências e visão de mundo tem muito a contribuir com as pessoas e isso também contribui contigo. “Conhece-te a ti mesma”, mude o mundo, melhore o mundo, nem que seja o seu mundo… E eu estou aqui pra te ajudar. FELIZ NOSSO DIA, MULHER.

Se preferir, ouça esse post aqui.

Não venda sofrimento

Recentemente participei de uma tradicional feira de produtos artesanais em uma cidade da Serra Gaúcha. Lá tive contato com trabalhos lindos, maravilhosos, vindos de diversos locais do Brasil e do exterior. Técnicas diversas, no ar se respirava criatividade humana.

Eis que uma das artesãs que lá estava expondo e vendendo seu trabalho, e no momento do diálogo, confeccionava louca e maravilhosamente uma peça em frivoleté, ao ser questionada por uma empreendedora do Grupo do qual faço parte sobre quanto custava aquela peça que fazia, de pronto respondeu:

DEPENDE DO SOFRIMENTO!!!

Meu Deus… O que isso lhe parece? O que essa resposta, subliminarmente nos revela? Para mim fica claro: essa pessoa vende sofrimento. Então lhe pergunto: você compra sofrimento? Muito obrigada, mas não quero não… Por mais belo que seja um trabalho, o peso que ele carrega para quem o executou certamente vai junto para onde esse trabalho for. Qualquer negócio digno carrega no seu resultado a energia de quem o concretizou, mas se você tem em seu ofício artesanal uma fonte de renda, lhe peço: pense bem antes de atribuir sofrimento a ele. Não estou dizendo que trabalhar com manualidades é um mundo cor de rosa, onde existem unicórnios e sereias e que é só estrelinhas e musiquinhas fofas… Não é isso! Tem muita ralação, trabalho duro, comprometimento, estudo e estratégia. Mas se você colocar na ponta do lápis o sofrimento na hora de vender o que você produz, essa metodologia se perpetuará ao longo de sua carreira.

Venda coisas boas… Coisas lindas… O mundo está precisando disso. Não some com as notícias dos jornais. Acredite que existe um mundo melhor. Deixe o lado da rua que bate sombra, vá para o lado iluminado. Faça parte dessa mudança. E nós, que trabalhamos com produtos feitos artesanalmente temos a chance de concretizar coisas boas que temos dentro de nós. Cada pontinho é feito a mão, as combinações são pessoais, a maneira como materializo um produto vem inteiramente de meu coração. Por que vou escolher materializar sofrimento? Eu vou materializar amor, mensagens de carinho, a possibilidade de um sorriso, o empoderamento de pessoas que acreditam na força que o delicado tem. Esse é meu papel, uma vendedora de sonhos, de possibilidades, de beleza, de simplicidade. Me vejo quase que na obrigação de passar a diante através do meu trabalho o recado de que jamais nos esqueçamos de que somos humanos, e que isso é surpreendente, pois uma máquina pode até bordar bem parecido com o meu trabalho, com pontos perfeitos e bem simétricos, mas o que me diferencia de algorítimos e~programações é justamente a chance que tenho de tocar a alma humana. Nesse dia 01º de outubro, onde comemoramos o Dia Internacional do Vendedor, lhe convido a passar pro lado de cá das vendas… O lado onde vender é uma consequência de um trabalho bem feito, onde você entrega as pessoas o que de fato elas querem e precisam. Pois acredito {mesmo} que a gente pode melhorar o mundo e vender… E vender e melhorar o mundo! Então lhe pergunto: o que você vende?

Se preferir, ouça esse post nesse link.

05 de Julho de 2018 – 1 Ano da Firma e quero te dar um presente

Toda vez que me perguntam sobre como começou a empresa Um Pontinho – Bordados feitos a mão, gosto de falar que iniciou depois que tive o João, meu filho. Em outubro de 2018 ele fará 7 anos, e a maternidade me fez rever muitos dos meus conceitos. Quando grávidas, percebemos o quanto nossos instintos se aguçam e de forma visceral nos dominam. Os cheiros e gostos ficam mais intensos, a inteligência nada artificial nos faz mais atentas a qualquer ameaça a sobrevivência. Isso é natural, é natureza, é humano, é surpreendente {apesar de ser a coisa mais comum do mundo}. A maternidade me fez enxergar o fragilidade da vida e a necessidade de deixar uma marca no mundo nesse breve tempo que estarei por aqui. Já era tempo de fazer algo diferente. Ok… Isso era certo… Mas o quê exatamente?

Nessa inquietude crescente comecei a ler e consumir mais conteúdo na internet. A medida que encontrava textos e vídeos que faziam sentido ao meu momento, apareciam outros tantos que confirmavam que eu estava no rumo certo. Comecei a salvar imagens no Pinterest que me agradavam de alguma forma, passei a seguir perfis diferentes no Facebook, me inscrevi no canal de outros tantos no Youtube, sem falar de seminários, palestras e cursos que sempre estiveram em minha agenda. E assim, como um quebra-cabeças, as peças foram se encaixando e eu descobrindo minhas paixões e propósitos. Mas sem dúvida, conhecer o conceito de Economia Criativa foi o que me fez perceber que as respostas que eu estava procurando estavam dentro de mim e que unir negócios a manualidades poderia dar certo. E foi através do trabalho da Rafa Cappai que descobri um novo universo de possibilidades e comecei a devorar tudo o que tinha a ver com esse novo {pero no mucho} olhar sobre a economia. Ok… Isso era certo… Mas o quê exatamente eu ia fazer?

Entre salvar imagens, compartilhar na redes sociais e ler, ler, ler muito sobre tudo isso, comecei a redescobrir um amor antigo, que vinha da infância: o amor pelo bordado. Em seguida comecei a fuçar nas minhas coisas e fotografar o que eu havia bordado. E olha, que eram coisa bem bacanas. A medida que compartilhava fotos, recebia comentários e elogios que reforçavam uma ideiazinha que começava a brotar na minha cabeça e no meu coração. E assim, aos poucos, eu {re}descobri como trazer esse amor ao protagonismo da minha vida. Bordado, seu lindo, veio para ficar.

Mas veja bem, falei que essas coisas começaram a acontecer quando meu filho nasceu… E ele já vai fazer 7 anos. Como é que a firma está fazendo 1 ano hoje então?

Pois é… Gosto de falar que Empreendedorismo e Maternidade não são só glamour.

Da necessidade de fazer algo a formalização de uma empresa, se passaram quase 6 anos. Os 3 primeiros anos de um bebê são maternais. Eu me dediquei muito ao João, o amamentei até 2 anos e 11 meses. Apesar de sentir essa vontade louca de ser produtiva e revolucionar o mundo, minha prioridade era total a de atender meu filho. Quando ele finalmente foi para a escola, que consegui sacudir a poeira e comecei a organizar as ideias.

Empreender é construção. Não só da empresa, mas uma construção da gente também. Exige coragem e mudanças. E mudar dói. Eu trabalhava com o Dario há mais de 10 anos e enxergava {e ainda enxergo} o enorme valor do trabalho dele. Queria, mas também não queria, deixar de fazer o que fazia. Queria voar, sem tirar os pés do chão. Tinha muitas certezas, mas muitas dúvidas também. Mas a medida que o tempo passava, meu projeto com o bordado ia tomando corpo, ia tomando o meu tempo, mais do que isso, ia enchendo o meu coração.

Voltando um pouco na história, logo na sequência que descobri os conceitos da Economia Criativa, fiquei sabendo que a Microempa estava promovendo o I Fórum da Economia Criativa em Caxias do Sul. Todo o conteúdo que eu até então tinha consumido era de fora do país ou de São Paulo, e a Microempa já estava promovendo um Fórum? OMG… Que gente acelerada. Me inscrevi correndo, arrastei o Dario e convidei a Renata. Gentem… Nunca mais saímos da Microempa.

Pensando fora da caixa. #umpontinho #economiacriativa #curtacxs #vamoquevamo

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Desde então passamos a frequentar assiduamente a entidade empresarial. Ali encontramos terreno fértil para boas ideias e parcerias. Gente a fim de dar certo, a fim de construir. Gente que constrói, que se compromete. E isso foi determinante para que hoje eu comemore 1 ano de abertura do CNPJ de minha empresa. Foi através do Grupo Setorial Teia – Rede de Trabalho Artesanal e convivendo com uma rede séria de empresários, que consegui alinhar meu propósito com o que eu tenho que fazer. Consegui me fortalecer e fortalecer outras tantas pessoas para que não desistam de seus sonhos.

Tenho certeza de que já cresci muito nessa caminhada, da mesma forma que enxergo que tenho muuuuuuito ainda a fazer.

Mas o fato é de que me encho de gratidão e desejo compartilhar com aqueles que me encorajam a continuar, as coisas boas que o bordado pode nos proporcionar. Desde auto-conhecimento até uma nova fonte renda, as possibilidades são infinitas e os recursos são infindáveis.

Assim, para comemorar esse primeiro ano {oficial} da “firma”, vou começar a disponibilizar riscos de bordado para download, para que assim, mais gente borde e seja feliz.

O primeiro risco será o do primeiro bordado meu que postei no instagram:

Vestindo paz. Quem não precisa? #paz #umpontinho #handmade

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É um risco simples, mas acredito que tudo é construção. Minha ideia é enviar 1 novo risco a cada 15 dias… Iniciando pelos riscos dos primeiros bordados que postei em minhas redes sociais.

Para fazer o download do risco, se cadastre em nossa lista nesse link .

Obrigada por me acompanhar e vamos bordar!!! Tenho certeza de que comemoraremos muitos outros anos de vida e de vendas. <3

Quem me fez acreditar em meus sonhos

Meu trabalho com os bordados virou negócio {de verdade} há pouco menos de 2 anos de maneira informal e há 3 meses registrado com CNPJ <3. Em paralelo, embora bem menos do que antes, continuo meu trabalho com o Dario, meu marido, na empresa de palestras e treinamentos profissionais, com foco principal em vendas. Trabalho com isso há mais de 15 anos, antes mesmo de conhecer o Dario, mas foi com ele que aprendi a importância do trabalho que fazia e o que é empreender e vender. Foi com ele também que compreendi que mais do que vender um produto ou serviço, a gente tem que se enxergar resolvendo problemas, pois a venda será uma consequência disso. Depois que nos casamos, foi difícil para mim entender que eu não teria um salário todo dia 05, mas foi ele que me fez enxergar que a vantagem de não ter salário fixo estava justamente no fato de ele não ser fixo.

Sempre disse a ele que sou sua fã, não somente pelos motivos óbvios que saltam aos olhos, mas porque acredito tanto nas coisas que ele fala, que talvez eu seja a prova viva de que suas teorias são verdadeiramente praticáveis. De tanto ouvir seus cursos e palestras, encontrei em mim as respostas que me levaram a querer trabalhar com o bordados. Um desejo tão latente em mim que encontrava como respostas as telas de seu PowerPoint.

O fato é que eu o amo, mas talvez antes disso, o admire. E não acho justo ficar com tanta riqueza {intelectual – vamos deixar isso claro kkk) só para mim. Eu quero que o mundo o conheça e perceba o quanto valoroso é o conhecimento que Dario tem. Certamente tem muita gente precisando ouvir o que ele tem a dizer.

E por conhecer seu coração, sei o quanto não foi fácil ter se reinventado nesse último ano. Mas hoje percebe que as coisas estão mais claras, e que há muito trabalho a ser feito.

Dario me fez acreditar em mim, me faz acreditar em meus sonhos, embora muitas vezes sem ele mesmo perceber.

Sempre juntos! {Ainda de Foz} ❤❤❤ #semprejuntos #eueele #fozdoiguaçu #amomuito #instalove

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