Estou aqui pra te ajudar. {um post para elas}

A gente tem que acreditar… E eu acredito nas coisas boas que você tem aí, dentro do teu coração. Nesse #8demarço eu quero que você saiba, que eu estou aqui pra te ajudar a tirar teus sonhos do papel, ou quem sabe, te ajudar a organizar tuas inquietudes, por que eu sei que nem sempre essa jornada é fácil… As vezes a gente sabe que quer que seja diferente, mas não sabe exatamente o que… E é conversando, trocando ideias e experiências que a gente percebe o que faz e o que não faz sentido na nossa vida. Foi assim comigo, pode ser contigo também. Nossa sensibilidade, nossas experiências e visão de mundo tem muito a contribuir com as pessoas e isso também contribui contigo. “Conhece-te a ti mesma”, mude o mundo, melhore o mundo, nem que seja o seu mundo… E eu estou aqui pra te ajudar. FELIZ NOSSO DIA, MULHER.

Se preferir, ouça esse post aqui.

Janeiro, Gratidão, Reis Magos e Sorteio

2018 foi um baita ano… Aconteceu tanta coisa que não registrei como deveria, mas vivi com muito amor e intensidade.

Como muita gente sabe, participo de um núcleo setorial, o Grupo Teia – Rede de Trabalho Artesanal, dentro de uma associação comercial, a Microempa, aqui em minha cidade. No final de 2017 nosso grupo foi selecionado em um edital que nos escrevemos, através da CACB, Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, e fomos contempladas na 2ª fase do Projeto Empreender, o Empreender Competitivo. Um dos principais objetivos do edital é viabilizar ações e capacitações previamente indicadas pelas empresas participantes do grupo, e torna-las mais competitivas no mercado. O edital subsidia a maior parte do valor apresentado no projeto para a realização das ações, o restante é investido do caixa das empresas participantes, ou seja, a gente não ganha nada, a gente investe e tem {na minha opinião} a obrigação de fazer esse investimento dar retorno, tanto pelo fato de investirmos do próprio bolso, como do fato de recebermos dinheiro público que subsidia parte do projeto. São 2 anos de planejamento e execução, com metas e objetivos muito claros. Entre a euforia da seleção, em dezembro de 2017, e o início da execução das ações, em abril de 2018, minha expectativa estava nas alturas. A medida que as ações começaram a se acumular {por que a gente planejou feiras, capacitações, mentoria, muitas coisas mesmo}, percebi que a responsabilidade aumentou ainda mais, e o tempo parecia correr mais depressa, e para uma pequena empresa, nesse caso uma MEI, que depende inteiramente de 1 só pessoa, a produção por diversas vezes ficou em stand-by para dar conta dos compromissos e agendas definidos para as ações do projeto. Mas enfim… Foi um ano corrido, mas fantástico.

REUNIÃO DO GRUPO TEIA – 2018

Mas, quem sabe outra hora escrevo com mais detalhes cada uma das ações que fizemos dentro do Projeto Empreender Competitivo. O fato é que hoje é o último dia de janeiro de 2019, última hora, para ser mais exata. E não queria deixar passar o primeiro mês desse ano {que chegou chegando, mostrando que será MA RA VI LHO SO} sem o registro da gratidão por tantas coisas incríveis e oportunidades fantásticas que tem surgido em minha vida e em meu trabalho. O fato é que em 2017 {leia os posts Dia de Reis, é dia de presentear e O sorteio, o ajudante e o bordado} e 2018 {leia o post Dia de Reis e a tradição continua}, fiz o gancho do Dia de Reis, 06 de janeiro, que também se comemora o Dia da Gratidão, para fazer um sorteio entre as pessoas que acompanham meu trabalho. E quero sempre ter essa referência do dia 06 de janeiro como um dia especial para mim, minha família e meu trabalho.

SORTEIO DE 2017
SORTEIO DE 2018

Dessa forma, quero também em 2019 fazer um sorteio. Obaaa!!!

Porém, esse ano quero dar a quem for contemplada, ou contemplado, a opção de ganhar um lencinho bordado com sua inicial ou aprender comigo a fazer o bordado do lencinho. Tenho recebido muitas solicitações de dicas e aulas de pessoas que querem aprender a bordar. Não tenho conseguido agenda para um curso ou aulas regulares, mas quero muito ajudar a mais gente a encontrar os benefícios que o bordado pode trazer para nossa vida. Dessa forma, se a sorteada ou sorteado optar por aprender a bordar, disponibilizarei uma aula presencial {se for em Caxias do Sul} ou on line para ensinar o passo-a-passo para a confecção do zero o bordado do lencinho do sorteio.

Para participar do sorteio, você deve:

  1. Curtir a página Um Pontinho no Facebook: clique aqui.
  2. Compartilhar em modo público a foto oficial do sorteio no Facebook: clique aqui.
  3. Enviar mensagem para o WhatsApp (54) 991178240 com seu nome completo e cidade com a mensagem: EU QUERO O LENCINHO CATE  (se você quiser ganhar o lencinho) ou EU QUERO APRENDER O BORDADO CATE (se você quiser ganhar uma aula de bordado para aprender a bordar).
  4. Se você não usa o WhatsApp, após compartilhar no Facebook, envie a mensagem para o email cate@umpontinho.com.br com seu nome completo / cidade / telefone de contato)
  5. Cruzar os dedos e torcer

ATENÇÃO: CADA PARTICIPANTE, APÓS FAZER AS ETAPAS ACIMA, RECEBERÁ UM NÚMERO PARA A PARTICIPAÇÃO NO SORTEIO.

CHANCE EM DOBRO PARA JÁ CLIENTES UM PONTINHO {SEGUIDAS AS REGRAS, RECEBE 2 NÚMEROS <3 }. 

O sorteio será realizado no dia 17/02/2019, as 21h, e divulgado na Página do Facebook e no Instagram Um Pontinho. Serão válidas participações até as 19h do dia 17/02/2019.

E então… O que você prefere? O lencinho, para dançar na Vacaria 2020 {hehehe} e secar suas lágrimas de felicidade, ou aprender a bordar e criar outros tantos bordados maravilhosos? Espero tua mensagem, você é parte de minha gratidão. <3

Não venda sofrimento

Recentemente participei de uma tradicional feira de produtos artesanais em uma cidade da Serra Gaúcha. Lá tive contato com trabalhos lindos, maravilhosos, vindos de diversos locais do Brasil e do exterior. Técnicas diversas, no ar se respirava criatividade humana.

Eis que uma das artesãs que lá estava expondo e vendendo seu trabalho, e no momento do diálogo, confeccionava louca e maravilhosamente uma peça em frivoleté, ao ser questionada por uma empreendedora do Grupo do qual faço parte sobre quanto custava aquela peça que fazia, de pronto respondeu:

DEPENDE DO SOFRIMENTO!!!

Meu Deus… O que isso lhe parece? O que essa resposta, subliminarmente nos revela? Para mim fica claro: essa pessoa vende sofrimento. Então lhe pergunto: você compra sofrimento? Muito obrigada, mas não quero não… Por mais belo que seja um trabalho, o peso que ele carrega para quem o executou certamente vai junto para onde esse trabalho for. Qualquer negócio digno carrega no seu resultado a energia de quem o concretizou, mas se você tem em seu ofício artesanal uma fonte de renda, lhe peço: pense bem antes de atribuir sofrimento a ele. Não estou dizendo que trabalhar com manualidades é um mundo cor de rosa, onde existem unicórnios e sereias e que é só estrelinhas e musiquinhas fofas… Não é isso! Tem muita ralação, trabalho duro, comprometimento, estudo e estratégia. Mas se você colocar na ponta do lápis o sofrimento na hora de vender o que você produz, essa metodologia se perpetuará ao longo de sua carreira.

Venda coisas boas… Coisas lindas… O mundo está precisando disso. Não some com as notícias dos jornais. Acredite que existe um mundo melhor. Deixe o lado da rua que bate sombra, vá para o lado iluminado. Faça parte dessa mudança. E nós, que trabalhamos com produtos feitos artesanalmente temos a chance de concretizar coisas boas que temos dentro de nós. Cada pontinho é feito a mão, as combinações são pessoais, a maneira como materializo um produto vem inteiramente de meu coração. Por que vou escolher materializar sofrimento? Eu vou materializar amor, mensagens de carinho, a possibilidade de um sorriso, o empoderamento de pessoas que acreditam na força que o delicado tem. Esse é meu papel, uma vendedora de sonhos, de possibilidades, de beleza, de simplicidade. Me vejo quase que na obrigação de passar a diante através do meu trabalho o recado de que jamais nos esqueçamos de que somos humanos, e que isso é surpreendente, pois uma máquina pode até bordar bem parecido com o meu trabalho, com pontos perfeitos e bem simétricos, mas o que me diferencia de algorítimos e~programações é justamente a chance que tenho de tocar a alma humana. Nesse dia 01º de outubro, onde comemoramos o Dia Internacional do Vendedor, lhe convido a passar pro lado de cá das vendas… O lado onde vender é uma consequência de um trabalho bem feito, onde você entrega as pessoas o que de fato elas querem e precisam. Pois acredito {mesmo} que a gente pode melhorar o mundo e vender… E vender e melhorar o mundo! Então lhe pergunto: o que você vende?

Se preferir, ouça esse post nesse link.

05 de Julho de 2018 – 1 Ano da Firma e quero te dar um presente

Toda vez que me perguntam sobre como começou a empresa Um Pontinho – Bordados feitos a mão, gosto de falar que iniciou depois que tive o João, meu filho. Em outubro de 2018 ele fará 7 anos, e a maternidade me fez rever muitos dos meus conceitos. Quando grávidas, percebemos o quanto nossos instintos se aguçam e de forma visceral nos dominam. Os cheiros e gostos ficam mais intensos, a inteligência nada artificial nos faz mais atentas a qualquer ameaça a sobrevivência. Isso é natural, é natureza, é humano, é surpreendente {apesar de ser a coisa mais comum do mundo}. A maternidade me fez enxergar o fragilidade da vida e a necessidade de deixar uma marca no mundo nesse breve tempo que estarei por aqui. Já era tempo de fazer algo diferente. Ok… Isso era certo… Mas o quê exatamente?

Nessa inquietude crescente comecei a ler e consumir mais conteúdo na internet. A medida que encontrava textos e vídeos que faziam sentido ao meu momento, apareciam outros tantos que confirmavam que eu estava no rumo certo. Comecei a salvar imagens no Pinterest que me agradavam de alguma forma, passei a seguir perfis diferentes no Facebook, me inscrevi no canal de outros tantos no Youtube, sem falar de seminários, palestras e cursos que sempre estiveram em minha agenda. E assim, como um quebra-cabeças, as peças foram se encaixando e eu descobrindo minhas paixões e propósitos. Mas sem dúvida, conhecer o conceito de Economia Criativa foi o que me fez perceber que as respostas que eu estava procurando estavam dentro de mim e que unir negócios a manualidades poderia dar certo. E foi através do trabalho da Rafa Cappai que descobri um novo universo de possibilidades e comecei a devorar tudo o que tinha a ver com esse novo {pero no mucho} olhar sobre a economia. Ok… Isso era certo… Mas o quê exatamente eu ia fazer?

Entre salvar imagens, compartilhar na redes sociais e ler, ler, ler muito sobre tudo isso, comecei a redescobrir um amor antigo, que vinha da infância: o amor pelo bordado. Em seguida comecei a fuçar nas minhas coisas e fotografar o que eu havia bordado. E olha, que eram coisa bem bacanas. A medida que compartilhava fotos, recebia comentários e elogios que reforçavam uma ideiazinha que começava a brotar na minha cabeça e no meu coração. E assim, aos poucos, eu {re}descobri como trazer esse amor ao protagonismo da minha vida. Bordado, seu lindo, veio para ficar.

Mas veja bem, falei que essas coisas começaram a acontecer quando meu filho nasceu… E ele já vai fazer 7 anos. Como é que a firma está fazendo 1 ano hoje então?

Pois é… Gosto de falar que Empreendedorismo e Maternidade não são só glamour.

Da necessidade de fazer algo a formalização de uma empresa, se passaram quase 6 anos. Os 3 primeiros anos de um bebê são maternais. Eu me dediquei muito ao João, o amamentei até 2 anos e 11 meses. Apesar de sentir essa vontade louca de ser produtiva e revolucionar o mundo, minha prioridade era total a de atender meu filho. Quando ele finalmente foi para a escola, que consegui sacudir a poeira e comecei a organizar as ideias.

Empreender é construção. Não só da empresa, mas uma construção da gente também. Exige coragem e mudanças. E mudar dói. Eu trabalhava com o Dario há mais de 10 anos e enxergava {e ainda enxergo} o enorme valor do trabalho dele. Queria, mas também não queria, deixar de fazer o que fazia. Queria voar, sem tirar os pés do chão. Tinha muitas certezas, mas muitas dúvidas também. Mas a medida que o tempo passava, meu projeto com o bordado ia tomando corpo, ia tomando o meu tempo, mais do que isso, ia enchendo o meu coração.

Voltando um pouco na história, logo na sequência que descobri os conceitos da Economia Criativa, fiquei sabendo que a Microempa estava promovendo o I Fórum da Economia Criativa em Caxias do Sul. Todo o conteúdo que eu até então tinha consumido era de fora do país ou de São Paulo, e a Microempa já estava promovendo um Fórum? OMG… Que gente acelerada. Me inscrevi correndo, arrastei o Dario e convidei a Renata. Gentem… Nunca mais saímos da Microempa.

Pensando fora da caixa. #umpontinho #economiacriativa #curtacxs #vamoquevamo

A post shared by Um Pontinho (@umpontinhobordados) on

Desde então passamos a frequentar assiduamente a entidade empresarial. Ali encontramos terreno fértil para boas ideias e parcerias. Gente a fim de dar certo, a fim de construir. Gente que constrói, que se compromete. E isso foi determinante para que hoje eu comemore 1 ano de abertura do CNPJ de minha empresa. Foi através do Grupo Setorial Teia – Rede de Trabalho Artesanal e convivendo com uma rede séria de empresários, que consegui alinhar meu propósito com o que eu tenho que fazer. Consegui me fortalecer e fortalecer outras tantas pessoas para que não desistam de seus sonhos.

Tenho certeza de que já cresci muito nessa caminhada, da mesma forma que enxergo que tenho muuuuuuito ainda a fazer.

Mas o fato é de que me encho de gratidão e desejo compartilhar com aqueles que me encorajam a continuar, as coisas boas que o bordado pode nos proporcionar. Desde auto-conhecimento até uma nova fonte renda, as possibilidades são infinitas e os recursos são infindáveis.

Assim, para comemorar esse primeiro ano {oficial} da “firma”, vou começar a disponibilizar riscos de bordado para download, para que assim, mais gente borde e seja feliz.

O primeiro risco será o do primeiro bordado meu que postei no instagram:

Vestindo paz. Quem não precisa? #paz #umpontinho #handmade

A post shared by Um Pontinho (@umpontinhobordados) on

É um risco simples, mas acredito que tudo é construção. Minha ideia é enviar 1 novo risco a cada 15 dias… Iniciando pelos riscos dos primeiros bordados que postei em minhas redes sociais.

Para fazer o download do risco, se cadastre em nossa lista nesse link .

Obrigada por me acompanhar e vamos bordar!!! Tenho certeza de que comemoraremos muitos outros anos de vida e de vendas. <3

Vai pro Rodeio de Vacaria? Tenho um recado pra ti.

Então tu vais pra Vacaria, hein? É a primeira vez? Então te prepara, por que teu conceito de rodeio certamente será atualizado. Você vai ficar mais exigente e já não achará muita graça nos rodeios menores que participar. {Sinto muito, mas é verdade}.

Ah… Não é a primeira vez! Então eu sei, que bem aí no fundo do teu coração, guarda uma lembrancinha {ou muitas lembranças} de cada ano que já participou. Foram beijos ou abraços, encontros ou desencontros, choro ou muitas risadas, uma canção ou uma dança, um show ou um cachorro-quente, momentos compartilhados com gente que alguma coisa tem em comum contigo. É prenda? Tenho certeza de que lembra de todos os vestidos que já usou em Vacaria!!!

Vai dançar? Então prepare teu coração. Por que aquele palco mágico simboliza para quem dança muito mais do que um troféu. São horas da sua vida, são sacrifícios pessoais, que você entrega em 20 minutos de alta energia. E quando a gaita chora e você sente essa vibração, nada mais importa além de viver aquele momento.

Não tem como explicar, só sentindo para saber. Não crie expectativas {embora isso seja bem difícil}.

 

Mas antes de te dar o meu recado, quero te contar uma história.

Na década de 70, um jovem casal saiu do interior de Vacaria, com seus 10 filhos, rumo a Caxias do Sul. A decisão se baseou em boas conversas com familiares que já na cidade grande, enxergavam melhores oportunidades para seus filhos.E assim, para essa família, na década de 70, Vacaria não simbolizava mais oportunidades.

Na mesma época, um grupo de pessoas acreditava em um projeto que havia sido criado nos anos 50. Na mesma Vacaria da família que abandonara o campo rumo a outra cidade, o rodeio que nasceu intermunicipal passou a ser internacional. E assim, para esse grupo de pessoas, na década de 70, Vacaria simbolizava muitas oportunidades.

Sim, Caxias do Sul trouxe muitos desafios e prosperidade para essa família. Os filhos cresceram, os netos vieram, e o trabalho nunca faltou para que tivessem uma vida digna.

Sim, o evento intermunicipal se fortaleceu como internacional, e hoje, em 2018, atrai para Vacaria milhares de pessoas que amam as tradições gaúchas, vindas dos mais diferentes destinos do mundo. Essa Vacaria, oportuniza e fomenta emoções, sentimentos, negócios, cultura, valor, dinheiro, chances, paixões, prêmios, beijos, abraços, encontros, desencontros, choro, muitas risadas, canções,  danças, shows, cachorros-quente e muito mais. Mais do que isso, movimenta gente, que larga tudo para curtir essa Vacaria.

Meu recado para ti, então é: viva intensamente o Rodeio de Vacaria. Sinta sua energia. Compartilhe sua vida com pessoas, que assim como você, esperam 2 anos para curtir cada minutinho dessas 2 semanas, e perceba como privilegiados somos. Nossas tradições são capazes de movimentar corações dos quatro cantos do mundo para se juntarem em uma pequena cidade do interior de nosso Rio Grande. E pense um pouquinho? Qual Vacaria você enxerga? A Vacaria que deve ser celebrada ou aquela que deve ser abandonada? (E leve umas botas, por que sempre tem pelo menos um dia que chove no Rodeio de Vacaria. <3)

 

  • Dedico esse post a João Inácio Antunes Padilha, vô querido, a quem devo a honra de ser gaúcha, e que deixou seu amado Refugiado em busca de oportunidades em Caxias do Sul, na década de 70. Deixa seu legado além de sua existência e seu amor por Vacaria perpetua em nós em celebração em cada nova edição do Rodeio Internacional de Vacaria.

 

Se preferir, escute o post  Vai pro Rodeio de Vacaria? Tenho um recado pra ti..

Dia de Reis e a tradição continua

Amanhã, dia 06 de janeiro, comemora-se o Dia de Reis.

No alvoroço do fim de ano, entre compras de presentes, comilanças de ceias, selfies na praia e bebelanças exageradas, os verdadeiros motivos pelos quais se comemora o Natal acabam muitas vezes se perdendo. Imagine só, uma tradição tão singela como os Ternos de Reis.

Em um tempo antigo, onde a simplicidade do meio rural era a regra e não a exceção, o dia 06 de janeiro findava o Ciclo Natalino. Entre cantigas poéticas e música característica, criava-se a expectativa desejada da visita de uns “cantadô”, que traziam a simbologia da bênção para o início de um ano novo.

Segundo obra de Paixão Côrtes, sobre a qual falei no post Dia de Reis, é dia de presentear, o dia de troca de presentes nas comemorações natalinas nos primórdios da vida social no Rio Grande do Sul, era no Dia de Reis {o que faz mais sentido – na minha opinião – uma vez que remete a simbologia de quem levou ao Menino Jesus mirra, ouro e incenso}.

Trazendo novamente essas referências, nunca esquecendo minhas origens rurais {das quais me orgulho muito <3}, achei uma maneira de, assim como no ano passado, passar a diante essa tradição {mesmo que de forma virtual}. Desejo retribuir com um presente as pessoas que acompanham meu trabalho com os pontinhos. E vou fazer isso através de um SORTEIO… Ueba!!!

Quer ganhar esse camafeu da foto? Participa do sorteio!!!

Para participar do sorteio, você deve:

  1. Curtir a página Um Pontinho no Facebook: clique aqui.
  2. Compartilhar em modo público a foto oficial do sorteio no Facebook: clique aqui.
  3. Enviar mensagem para o WhatsApp (54) 991178240 com seu nome completo e cidade com a mensagem EU QUERO O CAMAFEU CATE (ou para o email cate@umpontinho.com.br com seu nome completo / cidade / telefone de contato)
  4. Cruzar os dedos e torcer

ATENÇÃO: CADA PARTICIPANTE, APÓS FAZER AS ETAPAS ACIMA, RECEBERÁ UM NÚMERO PARA A PARTICIPAÇÃO NO SORTEIO.

CHANCE EM DOBRO PARA JÁ CLIENTES UM PONTINHO {SEGUIDAS AS REGRAS, RECEBE 2 NÚMEROS <3 }. 

O sorteio será realizado no dia 24/01/2018, na Oficina  de Bordado na Microempa e divulgado na Página do Facebook. Serão válidas participações até as 12h do dia 24/01.

E mais uma vez me despeço com gratidão pelo ano de 2017, que se findou com tantos desafios e oportunidades. Gratidão a cada um que acompanha meu trabalho e me encoraja para sempre continuar. Que todos tenhamos um 2018 cheio de boas energias, com as bênçãos do criador. Que possamos conquistar o mundo, sem nunca esquecermos de onde viemos.

“Eu festejo o Ano Novo

Com muita simplicidade

Deus do céu lhe dê saúde

E muita felicidade”

Se preferir, ouça esse post aqui.

Por que você comemora o Natal?

Por que você comemora o Natal? Uma pergunta simples, que até parece tola, mas pergunto isso a você para que não esqueça de que o Natal comemora a simplicidade, o amor e a esperança.

Não se deixe levar pela ilusão do consumo.

Acredite: o maior presente que você pode dar a quem você mais ama é estar presente.

Desejo que esteja com as pessoas que fazem sua vida valer a pena e que possa abraça-las com a certeza de que este momento significa muito para vocês.

Feliz Natal e muitos pontinhos pra gente.

Feliz Natal!!! ❤❤❤

A post shared by Um Pontinho (@umpontinhobordados) on

Se preferir, ouça esse post aqui.

Quem me fez acreditar em meus sonhos

Meu trabalho com os bordados virou negócio {de verdade} há pouco menos de 2 anos de maneira informal e há 3 meses registrado com CNPJ <3. Em paralelo, embora bem menos do que antes, continuo meu trabalho com o Dario, meu marido, na empresa de palestras e treinamentos profissionais, com foco principal em vendas. Trabalho com isso há mais de 15 anos, antes mesmo de conhecer o Dario, mas foi com ele que aprendi a importância do trabalho que fazia e o que é empreender e vender. Foi com ele também que compreendi que mais do que vender um produto ou serviço, a gente tem que se enxergar resolvendo problemas, pois a venda será uma consequência disso. Depois que nos casamos, foi difícil para mim entender que eu não teria um salário todo dia 05, mas foi ele que me fez enxergar que a vantagem de não ter salário fixo estava justamente no fato de ele não ser fixo.

Sempre disse a ele que sou sua fã, não somente pelos motivos óbvios que saltam aos olhos, mas porque acredito tanto nas coisas que ele fala, que talvez eu seja a prova viva de que suas teorias são verdadeiramente praticáveis. De tanto ouvir seus cursos e palestras, encontrei em mim as respostas que me levaram a querer trabalhar com o bordados. Um desejo tão latente em mim que encontrava como respostas as telas de seu PowerPoint.

O fato é que eu o amo, mas talvez antes disso, o admire. E não acho justo ficar com tanta riqueza {intelectual – vamos deixar isso claro kkk) só para mim. Eu quero que o mundo o conheça e perceba o quanto valoroso é o conhecimento que Dario tem. Certamente tem muita gente precisando ouvir o que ele tem a dizer.

E por conhecer seu coração, sei o quanto não foi fácil ter se reinventado nesse último ano. Mas hoje percebe que as coisas estão mais claras, e que há muito trabalho a ser feito.

Dario me fez acreditar em mim, me faz acreditar em meus sonhos, embora muitas vezes sem ele mesmo perceber.

Sempre juntos! {Ainda de Foz} ❤❤❤ #semprejuntos #eueele #fozdoiguaçu #amomuito #instalove

A post shared by Um Pontinho (@umpontinhobordados) on

Quer conhecer mais sobre o trabalho do Dario e o que me ajuda a acreditar sempre em mim? Clica aqui , baixe grátis o e-book “7 DICAS DE VALOR PARA A CONQUISTA DA AUTOMOTIVAÇÃO” e conheça uma nova forma que estamos trabalhando para que mais gente encontre seu motivos para correr atrás de seus sonhos. {Depois me diz o que achou <3}.

Qual é o teu propósito?

Acordar cedo, entrar no chuveiro rapidamente, se maquiar ou arrumar o topete sem nem olhar no espelho, tomar um café correndo, deixar as crianças na escola, pegar um trânsito infernal, ler muitos emails, priorizar tarefas, almoçar o que for mais rápido, correr para resolver questões emergenciais até o final do expediente, pegar trânsito de novo, correr para não atrasar e pegar as crianças na escola, mais trânsito, mais compromissos domésticos, trabalho que você levou para casa, atenção aos pequenos / pet / companheiro, e {finalmente} descansar para no dia seguinte: COMEÇAR TUDO DE NOVO.

Se identificou com alguma coisa? Se enxergou fazendo diversas dessas ações sem nem parar para pensar? Pior que sim, né?

O dia-a-dia é tão corrido e fazemos tantas coisas ao mesmo tempo e de forma tão automática que quando a gente menos percebe as crianças já viraram adultos, os minutos se perderam nos anos e a gente foi se perdendo na correria.

Nesse sentido, o bordado me ajuda muito. O tempo que dedico a cada peça que confecciono serve como uma meditação, onde consigo colocar meus pensamentos em ordem e aquietar meu coração. Eu literalmente me dou um tempo. Aquele tempo em que cada pontinho se transforma em uma composição maior, me faz perceber que preciso conhecer o que faz o meu coração vibrar e no que desejo destinar mais de minha energia, para que a minha vida tenha propósito e valha a pena.

Aliás, falando em propósito, você me viu no Jornal Pioneiro, dia 14/08? Tive a honra de ilustrar uma matéria linda que falava sobre esse tema.

Para ler o caderno especial +Serra, edição 2, que traz essa reportagem, clica aqui.

Mas a verdade é que bordar me faz muito bem e me fez encontrar não somente um, mas diversos propósitos em minha vida.

Por uma gratidão imensa que tenho por essa técnica milenar, que desejo passar isso adiante, para que outras pessoas também tenham a oportunidade de usar o bordado como uma ferramenta de autoconhecimento e assim externar o que de mais nobre traz no coração.

Dessa forma, lhe convido a participar de uma Oficina Beneficente de Bordado, que realizarei aqui em Caxias do Sul, no dia 05 de Setembro.

Oficina de Bordado – Eu sou… A ideia é tirarmos um tempo para conversar, bordar e com isso usar o bordado como ferramenta de autoconhecimento. Pense em uma palavra que lhe define. Escreva ela como seu risco no tecido. Enquanto borda, use cada pontinho como a materialização de seus pensamentos e reflexões. O bordado traz um bem incrível a quem o pratica, ajudando no combate a ansiedade, até mesmo na depressão. Além disso, aprender alguns pontinhos pode lhe ajudar a fazer presentes personalizados, carregados de sentido para dar a quem você ama. Já pensou, dar um lindo presente e dizer: eu que fiz! Na ocasião teremos uma feira com produtos artesanais da TEIA – Rede de Trabalho Artesanal, Grupo Setorial da Microempa. O evento será beneficente. Inscrição: 5 litros de leite longa vida As doações serão destinadas a Associação Criança Feliz – Caxias do Sul Inscrições e + informações : 54 99117-8240 VAGAS LIMITADAS

A post shared by Um Pontinho (@umpontinhobordados) on

A minha proposta é você escolher uma palavra que te define, que tem a ver com o que você verdadeiramente é para você. Definida, esta palavra será parte do risco do bordado que você bordará no oficina. Assim, enquanto borda, terá um tempo para pensar se o que você vive diariamente tem de fato relação com o que você pensa sobre você.

Estou pedindo 5 litros de leite por participante como inscrição, para que possamos doar para a Associação Criança Feliz, que é uma entidade muito séria em nossa cidade e que faz um trabalho incrível.

Para se inscrever é só me ligar ou mandar um zapzap e a gente combina.

AS VAGAS SÃO LIMITADAS E JÁ TEMOS MUITOS INSCRITOS.

Crianças a partir de 6 anos podem participar. Homens e meninos também (o bordado é universal e sem preconceitos).

E então: vamos bordar?

3 dicas para empreender como artesão profissional do jeito certo

 

Empreender é um verbo que tem sido muito utilizado nos últimos tempos. Para muitos o empreendedorismo torna-se algo natural, a partir de uma necessidade latente de crescimento de seu trabalho. Para outros, no entanto, passa a ser uma alternativa para a falta de oportunidade no mercado de trabalho {desemprego mesmo}.

Fomos {e ainda somos} educados a acreditar que um salário no quinto dia útil, as reservas de dinheiro que todo empregador é obrigado a recolher mensalmente e mais nossa contribuição ao INSS seria suficiente para garantir futuros imprevistos ou uma aposentadoria após um longo tempo de dedicação {ou troca de tempo por essas “garantias”}. Com essas crenças limitantes diversas gerações cresceram, se adequaram a pequenas mudanças nas regras, e continuou acreditando nessa fórmula, mas uma coisa não foi feita: não investiu-se em educação financeira adequada. Não aprendemos a poupar, ao contrário, fomos e somos estimulados a consumir, a comprar, a desejar produtos e serviços, sem muitas vezes de fato precisar. O Brasil está em reset em diversas esferas e a reforma das leis trabalhistas empurra cada vez mais brasileiros a tomar rédeas de seu trabalho e de seus ganhos. Acredito que muitas das mudanças propostas e aprovadas na reforma trabalhista são necessárias, só penso que estão sendo feitas de forma visceral, quase que letal, sem planejamento, sem um plano, sem comum acordo, sem uma explicação. Fazendo “por que tem que fazer, porque não dá mais tempo, porque é assim que tem que ser e fiquem quietos”.

E então nesse cenário de insegurança e incerteza, muita gente habituada há anos com as regras da CLT, está se lançando no oceano do Empreendedorismo. Se libertar de uma realidade relativamente controlada, onde na maioria das vezes você tem horários, rotinas, competências e processos bem definidos para então ter que pensar, planejar e executar ao mesmo tempo tudo isso, não é fácil {experiência própria}. Esse exemplo {quero deixar bem claro} trata-se da grande maioria dos empreendedores do Brasil, são pequenas, micro empresas e MEIs, que movimentam a nossa economia sem nenhum tipo de benefício semelhante aos “presentes” que grandes empresários recebem, como temos visto ultimamente nos noticiários. Endividar-se e levar rasteiras financeiras nessa nova realidade é bem comum aos novos empreendedores, porque é diferente, é uma mudança total de ciclo financeiro quando você deixa para trás a garantia do salário para ter que produzir diariamente o seu lucro. Lucro é outra palavra difícil de ser compreendida, já que muito é confundida com faturamento por esse novo gestor.

E, entre esses tantos empreendedores, encontram-se milhares de artesãos, que com algum tipo de habilidade pessoal, se formaliza como empreendedor mas continua gerindo seu trabalho de forma não muito profissional.

Mas o que é preciso para um artesão profissional conseguir gerir seu trabalho de forma adequada, que o faça gerar lucro e valor através de seu trabalho?

Na minha opinião, são muitos os pontos que devemos investir nossa atenção, mas elenquei 3 para iniciarmos nossa reflexão:

Dando um tempo… 🤗🤗🤗 #umpontinho #ateliedodoce #tempo #bordado #embroidery

A post shared by Um Pontinho (@umpontinhobordados) on

 

  1. DEFINA SEU HORÁRIO DE TRABALHO

Muitas vezes, o artesão trabalha em sua própria casa e isso é uma cilada para a produtividade. Estando em casa temos as rotinas da casa, temos os habitantes da casa {incluindo cachorros, gatos, filhos…}, temos a geladeira e seus quitutes, temos a televisão, temos o sofá… Tudo que, se não nos disciplinarmos, rouba o nosso tempo e o dia passa rapidinho. No final da tarde você fez um monte de coisas, mas trabalhar e produzir: NÃO. Definir um horário de trabalho significa que você está fazendo um acordo com você e com todos que convivem com você em casa. No horário definido você vai TRABALHAR, não vai assistir televisão, não vai lavar roupa {mesmo que o sol esteja rachando e possa secar a roupa rapidinho}, não vai brincar com os cachorros, não vai entrar nas redes sociais… Você vai produzir. Acredite: seu tempo é seu bem mais precioso {inclusive sob o ponto de vista financeiro}.

2. REGISTRE SEU TRABALHO

Registre em diversas esferas: registre através de fotografias, registre os clientes para quem vendeu, registre os preços que cobrou, registre os investimentos que fez, registre o quanto custa para você fazer o que faz… Crie planilhas no computador com as informações que deseja registrar, faça listas ou escreva em um caderno {bem lindo} onde você facilmente encontrará as informações quando desejar. Se organize, pense e planeje quais informações são vitais para seu trabalho. Isso facilitará suas decisões futuras, você terá base concreta para se guiar, aumentado as chances de decisões acertadas.

3. SEPARE O SEU DINHEIRO PESSOAL DO DINHEIRO DO SUA EMPRESA

Quando a gente administra o dinheiro de nossa empresa é bem comum a gente misturar tudo. Mas o correto é não fazer isso. Se você ler alguns artigos sobre finanças para empreendedores, certamente vai chegar a conclusão de que deve estabelecer um valor mensal como salário para você, e programar seus gastos e investimentos pessoais com esse dinheiro. Porém, não deve inventar um número dos sonhos para ser sua retirada mensal, você precisa estabelecer esse valor baseado em registros.

Responda rapidamente (para você):

  1. Qual seu faturamento mensal dos últimos 3 meses?
  2. Quanto tempo você demora para produzir uma única peça de seu artesanato?
  3. Qual sua capacidade atual de produção?
  4. Você vende tudo o que produz?
  5. (Se a resposta 4 for não} Se vendesse tudo o que produz, qual seria seu faturamento mensal?
  6. (Se a resposta 4 for sim} Como você pode aumentar sua produtividade?
  7. Como você forma seu preço de venda?
  8. Qual sua lucratividade?

Eu poderia fazer uma infinidade de outras perguntas para que pudéssemos refletir sobre nosso trabalho e como administrar de forma mais adequada nossas finanças, enquanto empreendedores e artesãos, mas tenho certeza de que para começarmos a pensar sobre esse assunto, essas 8 questões são um bom início.

O que desejo, verdadeiramente, é que o artesanato possa ser valorizado como trabalho cultural, mas principalmente como gerador de valor e renda, por que essa é a mais verdadeira face de nosso trabalho. Acredito na capacidade do brasileiro de se adaptar as mudanças, de buscar alternativas para não deixar que as coisas fiquem ruins. Nosso trabalho é simples, mas é digno e capaz de criar riqueza de forma mais rápida do que muitas empresas engessadas ou cheias de burocracia. Então, diante de novas necessidades do mercado de trabalho, onde o empreendedorismo tem se apresentado como salvador das contas do mês, trabalhos artesanais podem e devem ser valorizados. Se é para começar, que comecemos da forma certa.