A pior mãe do mundo

  1. Eu deixei meu filho cair da cama.
  2. Eu não sei acalmar ele.
  3. Eu não consegui amamentar. 
  4. Eu amamentei demais.
  5. Eu deixei de escovar os dentes dele, e ele está com diversas cáries.
  6. Eu ainda não ensinei ele a andar.
  7. Eu ainda não tirei as fraldas.
  8. Eu esqueci o lanche da escola.
  9. Eu não tenho paciência. 
  10. Eu estou cansada.
  11. Eu não ensinei ele a se alimentar direito. 
  12. Ele ainda não fala.
  13. Ele fala demais.
  14. Ele fala palavrão. 
  15. Eu deixo ele ficar muito tempo no celular.
  16. Eu cheguei atrasada na apresentação da escola.

Quem nunca se culpou?


Mas quando nasce uma mãe, vem agarrada nela a culpa. A gente sempre acha que poderia ter sido melhor, mais eficaz, menos permissiva. Não bastasse a cobrança interna, tem sempre alguém que olha torto ou dá aquela opiniaozinha desnecessária, que joga nossa autoestima lá pro chão, confirmando nossa incompetência, aquele carimbo de pior mãe do mundo.

Eu, como mãe, afirmo: vai passar.

E quase como um passe de mágica, quando a gente percebe, já passou.

  1. Ele já desce da cama sozinho. 
  2. Ele já tem um diálogo mais calmo.
  3. Ele já tem sua rotina independente.
  4. Ele lembra do lanche da tarde.
  5. Ele traz um casaco pra você.
  6. Vcs xingam juntos o jogo do celular que compartilham.

E então é que a gente se dá por conta que tem uma coisa que nunca vai poder mudar: somos humanas.

E nossa experiência como pessoa é uma construção, ninguém nasce com manual ou roteiro… A gente vai aprendendo, criando, se descobrindo, se fortalecendo. E a maternidade é um turbilhão de mudanças que, literalmente, mexe com cada uma de nossas células. A gente se questiona, se encontra e se perde umas quantas vezes por dia, em uma jornada que rapidamente migramos de heroínas a vilãs, principalmente pra gente mesma.

O meu FELIZ DIA DAS MÃES vem na contramão das maioria das mensagens do dia. Talvez seja o conforto que eu quis receber em diversas situações da minha maternidade, em algumas vezes encontrei, outras nem cheguei perto.
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EU E MEU JOÃO AUGUSTO…
EU, NO SEU ABRAÇO APERTADO DEPOIS DE UM LONGO DIA DE TRABALHO.


Mãe, querida… Lembre sempre de sua humanidade, fraquezas e fortalezas que te fazem ser quem é.  Feliz mesmo a gente fica vendo sorrisos desdentados, comemorando o número 2, escutando as primeiras palavras, presenciando os primeiros passinhos, e a medida que os filhos crescem outras tantas pequenas grandes coisas que a vida nos presenteia, tão ricas e simples, que fazem o mundo parar e o coração pulsar de tanto amor e gratidão. A maternidade nos oportuniza experiências humanas inexplicáveis, nem sempre fáceis, muitas vezes solitárias, que se a gente tiver calma na alma consegue perceber que a natureza foi muito sábia por delegar a nós essa missão.

Então relaxa mãe, respira fundo, olha pro teu filho, olha pro mundo, mas olha principalmente pra ti, e na construção que você vem trabalhando. Se cansar, pede ajuda, não desiste, busca apoio, você é forte, mas é uma pessoa (lembra?).

Agradeça cada coisa boa, aprenda com os desafios. Abrace uma outra mãe, compreenda a tua também. Não julgue e não se julgue tanto. Não critique e não se critique tanto. Se emocione, se emocione muito…
E por pior ou melhor que o momento pareça, acredite… Vai passar!

FELIZ DIA DAS MÃES

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