Bordar: um ato revolucionário

“Em 24 de abril de 2013, 1.133 pessoas morreram quando o complexo de fábricas Rana Plaza desabou em Dhaka, Bangladesh. Muitos outros ficaram feridos. Hoje, catástrofes sociais e ambientais continuam acontecendo na indústria da moda, em vários lugares do mundo.
Assim foi criado o Fashion Revolution Day. O dia em que estilistas, celebridades, lojas e marcas de todos os tipos, produtores de algodão, operários, ativistas, ONGs, jornalistas – e qualquer pessoa que se preocupa com o que veste – se reúnem para dizer o mesmo: #quemfezminhasroupas” Esse texto vem de um post do da página no Facebook do Movimento Fashion Revolution Brasil

Esse movimento questiona: onde o consumismo vai nos levar?

Será que o mundo, o Planeta Terra, tem condições de produzir matéria-prima suficiente para atender essa demanda?

Será que o fato de querermos comprar cada vez mais coisas, de preferência bem baratas, não faze com que alguém em algum lugar do mundo pague com sua própria vida?

Você já havia parado para pensar nisso?

Na correria do dia-a-dia, no piloto-automático que nos deixamos entrar, fazemos muitas coisas sem questionar, sem analisar, fazemos porque tem que fazer, porque todo mundo faz. Mas você não é todo mundo, já dizia sua mãe. Pare agora e dá uma olhadinha da etiqueta de sua roupa: de onde ela vem? Possivelmente uma de suas peças de vestimenta tenha um “Made in um lugar distante”. Se tem demanda, alguém vai fazer… Nem que para isso custe vidas, situações degradantes, humilhantes, desumanas. O lucro por si só não se justifica. O lucro deve ser a consequência, não o objetivo final.

Diante desse cenário, desenhar seu próprio vestido, comprar um lindo tecido na loja tradicional da cidade e pedir para a costureira do bairro confecciona-lo pra você passa a ser um ato revolucionário: fomenta a criatividade, movimenta a economia local, valoriza as pessoas que estão perto de você e ainda faz com que {aos poucos} a demanda por peças de baixo custo caia. Gera lucro em diversas esferas. E lucro é bom, não o lucro a qualquer custo, mas o lucro saudável, o lucro construído, que traz junto ao dinheiro o lucro social, o lucro para mais do que uma só parte envolvida.

Bordar também pode ser um ato revolucionário quando você, ao abrir seu armário, encontra aquela camisa que comprou por impulso e nunca usou, faz um belo risco com flores e arabescos e resolve bordar com linhas e miçangas e dar a ela vida útil, sem você precisar novamente recorrer a promoções e fast fashion em tempos de pouca grana.

Para um ato revolucionário, convido você a uma {breve mas cheia de afeto} oficina gratuita de bordado que estarei ministrando, dentro da Semana Fashion Revolution aqui em Caxias do Sul/RS. Leva aquela roupa que você quer dar um up, aumentar a vida útil, começar a usa-la mesmo porque estava entrulhando seu armário ou quem sabe até fazer algo especial para presentear sua mãe {Dia das Mães está logo aí <3}. Vou ensinar 2 diferentes pontos que já lhe farão ter infinitas possibilidades de criação.

Vamos bordar?

 

Podemos bordar a gola de uma camisa, quem sabe? Uma calça jeans, uma blusa, um vestido?

Bom dia! 💛 💙 💜 💚 #umpontinho #dia60 #100diasdebordado #embroidery #bordado #serragaucha

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Oficina GRATUITA de Bordado

Dia 29/04/2017 às 16h

Local: Zero 54 – Rua Augusto Pestana, 154 – Caxias do Sul/RS

O material fica por sua conta, é necessário uma peça de roupa de preferência clara, (que será customizada durante a oficina), linha para bordado, agulha, tesoura e lápis.

Inscrições: clica aqui

VAGAS LIMITADAS

“Toda grande jornada começa com um pequeno passo”. Gosto tanto dessa frase. Vamos dar nosso primeiro passo?